São Luís - Maranhão,
Todas as sextas, sábados e domingos, às 19h13, no Maiobão, na Avenida 13, perto da Unidade Mista de Saúde, artistas se reúnem no ‘Canto da Ema’, projeto artístico idealizado e produzido pelo cantor e compositor Paulo Piratta, com coalboração de Lucas Pop e Marcelo. Eles discutem a continuidade do fenômeno cultural do Estado, através da música e da poesia produzida no Maranhão Lutam também pela descentralização da arte que conta com apoio oficial, sempre ocupando os espaços "nobres" de São Luís.
Comprometido com a propagação da arte, Piratta, morador do Paço do Lumiar, tem uma história de 18 anos com a contribuição e criação de festivais e projetos na cidade de Pedreiras, como o ‘Maranhão na Praça’, ‘Canja na Terça’, ‘Festival João do Vale’, ‘Da Golada pro Brasil’, entre outros.
Nesta mais recente iniciativa do cantor e produtor, com apenas dois meses de existência, o ‘Canto da Ema’ já recebeu adesão de mais de 50 artistas, entre músicos e poetas. Nomes como Santa Cruz, Célia Sampaio, Ronaldo Queiroz, Fernando Atallaia, Lucas Pop, Paulo Piratta, Marcony, Raimundinho, Paul Getty, Zé Lopes acreditaram na ideia.
O projeto tem como principal objetivo agregar todas as informações, expressões, linguagens e dados culturais provenientes do artista maranhense, estabelecendo o critério da democracia.
No final de semana passado, o ‘Canto da Ema’ acançaou sua 9ª edição. O evento vem recebendo tantos adeptos, que a partir de domingoe (27), passou a acontecer no inusitado horário das 19h13 até às 13 para meia-noite e aos domingos, o dia inteiro, a partir das 11h13, contando sempre com convidados de grande expressão da música maranhense.
Segundo Paulo Piratta, a programação começa impreterivelmente no horário marcado. Apesar do apreço pelo número 13 e de coincidências como no caso do nome da avenida do ponto de encontro – Treze –,Piratta garante não ter nenhuma superstição.
“As pessoas brincam comigo, dizendo que faço o tipo inglês, pela pontualidade. Mas é só uma questão de cumprir com o prometido em respeito ao público. Quanto ao ‘13’, é somente uma afinidade, não é misticismo”, garante.
Quem se aliou à proposta para difundir com veemência este debate envolto às artes, é o músico e poeta Fernando Atallaia. “Fui procurado por Paulo que me falou do projeto e aceitei, de cara, canalizar várias energias culturais em prol das mesmas, fazendo pontes entre gerações e variedades artísticas”, contou Atallaia, que tem como função, apresentar o seu trabalho musical e poético; e implantar as ferramentas culturais, como mapeamento e pesquisa de novas vozes.
"Minha vontade é a mesma do ‘Canto da Ema’, ou seja, de aglutinar forças artísticas vindas de autores que estão à margem do processo cultural em São Luís e demais cidades”, esclarece Atallaia.
Apesar de não existir nenhum apoio do poder público, há o interesse
das pessoas envolvidas em duas realidades contraditórias: de um alado, artistas emancipados reunidos, do outro o estado e a instituição, fechando os olhos para estes produtores, o que trabalham sob o velho paradigma de ‘arte independente’.
De qualquer forma, porém, gradativamente, o ‘Canto da Ema’ vai recebendo colaboradores da iniciativa privada, como é o caso do empresário Murylo Luna. “Luna é uma pessoa muito sensível, que se uniu a causa por pensar na necessidade de novas diretrizes dentro do fazer cultural maranhense. Ele é um autêntico adepto da arte e da poesia no Maranhão, um entusiasta nato”, definiu Atallaia.
O título do evento surgiu da canção de João do Vale. É uma referência a este ícone da música maranhense e brasileira. O projeto também abraça o movimento musical de Pedreiras que tratou de se fortalecer após a morte do grande compositor de Carcará. Para mais informações o contato é o compositor e cantor Paulo Piratta pelo telefone 8858-0825.
